Apresentação
Com pouco mais de um ano e meio de mandato pela frente e tendo uma situação económico-financeira interna muito difícil, agravada pelo não apuramento para o mundial de 2011, não é fácil a tarefa que nos espera.
Este enquadramento não diminui, todavia , a nossa determinação em cumprirmos integralmente, e sem receios ou temores, o nosso Programa Eleitoral, confiantes no êxito de um trabalho sério, contínuo e dedicado que sempre norteará a nossa actuação.
Face ao referido, haverá uma preocupação constante em diminuir os custos, tendo presente a urgente necessidade de reduzir o passivo que muito dificulta a gestão quotidiana, particularmente na desejável boa relação com os diferentes fornecedores de serviços.
Urge, por isso também, tomar as medidas que possam inverter esta situação. Atendendo a esta conjuntura, será efectuada uma reestruturação orgânica que respeitará o novo quadro institucional, decorrente das recentes alterações estatutárias, com particular incidência na maior responsabilização do Presidente que, como se sabe, passou a ser eleito enquanto Órgão próprio. Sendo essa a alteração mais evidente, serão também feitos outros acertos, considerados indispensáveis a um funcionamento racional da Instituição.
No que à área desportiva diz respeito, proceder-se-á, igualmente, a uma reorganização adequada aos fins em vista, com uma melhor clarificação de funções e competente hierarquização, por forma a garantir uma responsabilização inequívoca dos diferentes intervenientes. Neste sentido, o primeiro passo a dar consiste na efectiva e verdadeira consolidação do cargo de um Director de Rugby Nacional.
Queremos fazer do rugby um desporto nacional, mantendo - e aumentando - os níveis competitivos das nossas Selecções Nacionais, tendo em vista as próximas participações nas grandes provas internacionais onde nos teremos que afirmar, sob pena de desperdiçarmos os créditos conseguidos em 2007 e , agora, abalados com o não apuramento para o Mundial , de 2011, na Nova Zelândia.
Saberemos conjugar os interesses dos Clubes – de todos os Clubes – com os das Selecções Nacionais. Pretendemos que os técnicos da FPR estejam mais disponíveis para os apoiar, em particular aqueles que, tendo menores recursos, o solicitem.
Serão incentivadas as Competições Regionais, nelas se incluindo as inter-Selecções, sem descurar a necessidade da internacionalização da competição, tanto a nível de Clubes como de Selecções, suas representantes.
O aumento do número de praticantes, árbitros e treinadores será também uma preocupação, não apenas de ordem quantitativa mas, principalmente, qualitativa.
É urgente alterar critérios e objectivos que forçosamente terão que passar a ser muito mais exigentes e rigorosos.
É também nossa intenção dar força às novas tendências, nomeadamente ao reforço do rugby feminino, aos Sevens, ao rugby de praia ou ao “ touch “, sem esquecer o rugby “ social “ e o rugby escolar.
A construção do Centro de Alto Rendimento deverá ser uma realidade que não poderá prejudicar o nosso entusiasmo em apoiar os Clubes na criação das melhores condições para poderem acolher os seus atletas.
Privilegiaremos a informação e o contacto permanente com os Clubes e Associações por forma a que todos, maiores e mais pequenos, sintam que pertencem ao mesmo universo e que terão o seu lugar na grande tarefa que é a divulgação e a consequente prática do rugby, por todo o País.
C. Amado da Silva









